Ópera do Tejo

Arquivo para Reconstrução Virtual

Exposição «A Encomenda Prodigiosa» no Museu Nacional de Arte Antiga sobre a Basílica Patriarcal

D.Joao-V-Batalha-Matapão-NEA partir de 18 de Maio e até 29 de Setembro de 2o13, vai decorrer a exposição «A Encomenda Prodigiosa» no Museu Nacional de Arte Antiga, alusiva à construção da Basílica Patriarcal por parte de D. João V, e que foi destruída no terramoto de 1755 (salvando-se apenas o pórtico, hoje fazendo parte da Igreja de S. Domingos).

Fazendo parte da exposição, sob convite do MNAA, vai estar um vídeo alusivo ao trabalho desenvolvido pelo CHAIA, com colaboração técnica da Beta Technologies, mostrando a reconstrução virtual da Patriarcal, assim como da envolvente, permitindo assim aos visitantes do museu compreenderem melhor o enquadramento da Basílica Patriarcal na Lisboa barroca de antes de 1755.

O modelo da reconstrução virtual, já actualizado com alguns pormenores (como a fachada da Patriarcal), pode igualmente ser visitado online através do Kitely (instruções em português).

Já se pode visitar a Ópera do Tejo virtual

Para comemorar os 257 anos do terramoto de Lisboa, que se deu justamente a 1 de Janeiro de 1755, o projecto City & Spectacle: A Vision of Pre-Earthquake Lisbon, promovido pelo CHAIA/U. Évora e implementado tecnicamente pela empresa Beta Technologies, que inclui justamente a remodelação da Ópera do Tejo, vai finalmente estar disponível.

A novidade, para além de algum extenso trabalho de alterações, feitos de acordo com novos documentos históricos que entretanto foram descobertos, assim como investigação apresentada recentemente em conferências da especialidade, teses, e semelhantes apresentações científicas, é a disponibilização dos modelos em mundo virtual ao público em geral. Até agora, por questões de constrangimentos orçamentais, não foi possível de fazê-lo.

Para o efeito foi feita uma cópia do actual modelo que está a ser alojado pela empresa israelita Kitely, que usa tecnologia compatível com a aplicação de visionamento do Second Life® cujos custos de utilização são extremamente baixos, permitindo assim que qualquer pessoa crie um avatar e possa «passear» imerso no ambiente tridimensional de uma Lisboa barroca do século XVIII que já não existe.

A visita pode ser iniciada através do seguinte link: http://bit.ly/lisbon1755 que também tem instruções precisas para a instalação e configuração da aplicação de visionamento. Também existem instruções em português.

Pequenas alterações ao modelo 3D da Ópera do Tejo

© 2012 por Beta Technologies

A equipa da Beta Technologies que tem estado a trabalhar nos modelos da reconstrução virtual da Ópera do Tejo para os investigadores do projecto City & Spectacle fez recentemente umas pequenas alterações visuais, com vista à sua apresentação em conferências académicas.

 

Projecto “City and Spectacle” com novo vídeo

A equipa de investigadores do CHAIA que têm estado a continuar o projecto “City and Spectacle” com o objectivo de recriar a totalidade da Lisboa barroca em ambiente Second Life®/OpenSimulator, lançou mais um vídeo de apresentação do trabalho realizado até agora:

Tem havido alguma polémica com um projecto semelhante lançado recentemente pelo Museu da Cidade, com o mesmo âmbito, que claramente se “inspirou” neste sem no entanto lhe fazer qualquer referência. Ver notícia no «Correio da Manhã».

Nova revisão do projecto “City and Spectacle”

O projecto “City and Spectacle: A Vision of Pre-Earthquake Lisbon“, coordenado cientificamente pelo CHAIA (Universidade de Évora), implementado tecnicamente pela Beta Technologies, e com coordenação musical de Octávio dos Santos, esteve a remodelar o projecto da recriação virtual, em ambiente Second Life, da Lisboa desaparecida com o terramoto de 1755.

Com o objectivo de apresentar os resultados no VSMM 2009, foram feitas diversas alterações às fachadas da Ópera do Tejo, resultado de uma análise de novos documentos e gravuras de trabalhos arquitectónicos realizados por Bibiena no mesmo período.

Para além da Ópera do Tejo, a maior intervenção foi na Praça da Patriarcal, mediante uma planta do período que foi criteriosamente analisada. Tal como no caso da Ópera do Tejo, não se conhece o aspecto da fachada da Patriarcal, pois não existem gravuras que a mostrem; apenas existe uma gravura das ruínas que mostra alguns edifícios existentes na praça. Os interiores, pelo contrário, encontram-se detalhadamente descritos e serão oportunamente desenvolvidos em trabalhos posteriores.

Na reconstrução virtual também foi alterada substancialmente a Rua da Capela (que dividia a Ópera do Tejo do complexo do palácio real manuelino e da Patriarcal), os jardins do Palácio Real, e a torre de relógio de Canevari.

Para além deste vídeo estão igualmente disponíveis algumas imagens.

Terreiro do Paço antes de 1755 recriado virtualmente

Num novo projecto coordenado pelas Profs. Alexandra Gago da Câmara e Helena Murteira do CHAIA/Univ. Évora, com coordenação e apoio de Octávio dos Santos, e desenvolvido pela Beta Technologies, a Real Ópera do Tejo ganhou nova vida e uma envolvente: agora, para além de uma remodelação das fachadas, foi reconstruída a maior parte da área do Palácio Real, incluindo o palácio manuelino e filipino, a Torre de Terzi, assim como os jardins com a Torre do Relógio, a Rua da Capela, e as quadras (pracetas) no interior do palácio manuelino (ficando para a fase seguinte a reconstrução da Patriarcal).

No seguimento deste trabalho de reconstrução em modelação 3D (conhecido por “arqueologia virtual”), o modelo desenvolvido em 2006 para a Real Ópera do Tejo sofreu algumas alterações a nível das fachadas e das entradas. Tratou-se de um trabalho de investigação elaborado a partir de diversas plantas da época e novas gravuras, que mostram que a proposta anterior não estaria inteiramente correcta — pois não permitiria a passagem de carruagens na Rua da Capela, a norte da Real Ópera. É assim que se espera que este projecto continue a levar aperfeiçoamentos e melhorias, à medida que são tomados em consideração novos elementos históricos — os trabalhos na Real Ópera “virtual” têm continuidade no tempo e não são “estáticos”.

Deu-se assim uma nova vida a uma Lisboa barroca, desconhecida, de um tempo que não é o nosso e do qual só podemos guardar a memória.

Podem ser vistas mais imagens neste álbum de fotos e em breve será publicado o trabalho apresentado em workshop no VAST2008 em que a zona ocidental do Terreiro do Paço foi mostrada.

Embora a tecnologia utilizada continue a ser o Second Life, o trabalho desenvolvido, nesta fase, ainda se encontra numa área de acesso restrito. No entanto, serão sempre possíveis visitas excepcionais, a combinar (contactar a Beta Technologies para o efeito).

Com tempo, e com a expectativa de financiamento adequado, o objectivo final será o da reconstrução de toda a Lisboa pré-pombalina nas vésperas do Terramoto de 1755. Trata-se de um projecto decerto ambicioso e que não prevê apenas a mera “reconstrução”, mas sim a criação de um espaço interactivo e imersivo onde os visitantes, no Second Life, possam assistir a espectáculos de música barroca, efectuar visitas guiadas por especialistas da época, assistir a congressos online, e, quiçá, efectuar formação remota neste período tão fascinante, totalmente rodeados de uma Cidade Perdida que não é a Lisboa que conhecemos de hoje.

Ópera do Tejo de novo no Second Life

Exterior da Ópera do TejoGraças a um apoio da American Library Association, que patrocinou o espaço necessário para manter visitável a reconstrução virtual da Ópera do Tejo no Second Life, esta voltou a re-abrir ao público, podendo ser livremente visitada por qualquer pessoa que tenha um acesso ao Second Life (o registo é gratuito e pode ser feito aqui).Uma vez instalado o Second Life, basta clicar neste link para visitar a Ópera.

Houve algumas melhorias que foram introduzidas nesta “terceira reconstrução”, nomeadamente, um trabalho de retexturização mais realista e detalhado, de forma a dar ao edifício um aspecto ainda melhor.