Um marquês amaldiçoado?

Não é frequente, aqui no sítio da Ópera do Tejo, e infelizmente, divulgar livros – tanto de ficção como de não ficção – cujos temas lidam mais ou menos directamente com assuntos relacionados com o século XVIII, em especial de autores portugueses mas também resultantes de traduções portuguesas de autores estrangeiros. Tal deve-se em grande parte ao facto de vários estarem «escritos» em submissão ao iníquo «AO90». Porém, nesses não se inclui «A Maldição do Marquês», romance (histórico) de Tiago Rebelo, que na sua ficha técnica tem a informação de que «por vontade expressa do autor, o livro respeita a ortografia anterior ao actual acordo ortográfico»…

… E é esta a sua sinopse: «José Policarpo de Azevedo, criado de um dos fidalgos mais poderosos do reino, condiciona involuntariamente os mais dramáticos acontecimentos, que mudaram Portugal no século XVIII. D. José reina, mas delega todas as decisões no omnipotente marquês de Pombal, que trava uma guerra de morte com a velha nobreza e os padres jesuítas. O terramoto que arrasa Lisboa, a revolta dos índios brasileiros e o atentado contra o rei são oportunidades históricas aproveitadas com exímia mestria política pelo maquiavélico marquês de Pombal para ganhar definitivamente o poder. Mas, a todo o momento, a obscura figura de José Policarpo de Azevedo intromete-se nos planos do homem forte do reino, que inicia uma longa e implacável perseguição para o capturar e executar. O destino do único e misterioso sobrevivente do massacre dos Távora, mantido em segredo durante séculos, é finalmente revelado. Baseado em factos verídicos, “A Maldição do Marquês” é uma descrição imparável das intrigas palacianas e das lutas pelo poder; dos casamentos, das traições e das luxúrias na Corte de D. José; e também uma secreta e improvável história de amor capaz de sobreviver a todas as provações.»

A (primeira) publicação, das Edições Asa, é de Outubro de 2019, a tempo de assinalar mais um (infeliz) aniversário – a 1 de Novembro – do terramoto de 1755.  

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