unnamed

Em Março último anunciei aqui que seria em Outubro o lançamento do novo disco d’Os Músicos do Tejo, «O Triunfo do Amor», mais uma obra de Francisco António de Almeida depois de «La Spinalba». Hoje, 1 de Outubro de 2015, Dia Mundial da Música, confirmo a informação: o CD duplo editado pela Naxos já está à venda, e o grupo musical dirigido por Marta Araújo e Marcos Magalhães apresenta-o manhã na Fundação Calouste Gulbenkian, e também duplamente: às 17 horas no Auditório 3 com uma conferência, e depois às 19 no Grande Auditório com um concerto. Transcrevo a seguir (com algumas alterações) o comunicado que recebi por correio electrónico.

Os Músicos do Tejo, com direcção artística de Marcos Magalhães e Marta Araújo, lançam novo CD na editora Naxos: «Il Trionfo d’Amore», serenata de Francisco António de Almeida em primeira gravação mundial. Com Ana Quintans, Carlos Mena, Joana Seara, Fernando Guimarães, Cátia Moreso, João Fernandes, Coro Voces Caelestes (director: Sérgio Fontão) e orquestra Os Músicos do Tejo. Direcção musical de Marcos Magalhães. Apoios: DGartes, Vieira d’Almeida e associados, ISEG, CML e Antena 2. Depois do sucesso de La Spinalba, mais um tesouro do património barroco português redescoberto pel’Os Músicos do Tejo! Os Músicos do Tejo continuam a dar seguimento às suas actividades em torno da música barroca com um particular ênfase na música portuguesa. Ao mesmo tempo, têm contribuído para o desenvolvimento do mundo musical português criando condições para o trabalho dos cantores e instrumentistas portugueses.

Esta nova edição surge na sequência do sucesso da experiência precedente com a editora Naxos, a maior editora de música clássica mundial. À gravação dessa obra-prima da música portuguesa, com um elenco totalmente português, segue-se agora uma outra obra magnífica, desta vez gravada com um elenco português mas com a presença do prestigiado contratenor espanhol Carlos Mena. A obra, que presentemente se edita e que estará nas lojas a partir do dia 1 de Outubro, «Il Trionfo d’Amore», trata-se de uma serenata (mais propriamente um scherzo pastorale) e foi estreada no Palácio da Ribeira a 27 de Dezembro de 1729, dia de São João Baptista. Dado o contexto comemorativo em que se inseria, esta obra é particularmente luxuriante e atractiva com o uso de uma orquestra numerosa (com cordas, oboés, flautas de bisel, trompas e a presença imponente de trompetes e coro). Pode-se encontrar alguma da música mais sublime de Almeida nesta obra.

A edição em 2012 da ópera cómica «La Spinalba», também do compositor português do período barroco Francisco António de Almeida, foi um dos maiores sucessos da Naxos nesse ano com vendas (até agora) de 3000 cópias físicas e inúmeras digitais. «La Spinalba» teve também críticas e recensões nalgumas das mais respeitadas publicações internacionais no âmbito da música clássica, das quais se destaca a recensão elogiosa que surgiu na revista Diapason (com 4 diapasons em 5). Outras recensões: em Portugal, Expresso (seleccionado como um dos 50 discos imprescindíveis de música clássica), Jornal de Letras, Público (5 estrelas em 5), Glosas, Diário de Notícias. No estrangeiro, Opera News, Fanfare, MusicWeb International, Diapason (França), Opera (França), Ritmo (Espanha), Scherzo (Espanha), La Sala del Cembalo del caro Sassone (Itália).