Ópera do Tejo

Uma simulação pelo Smithsonian

SI-SeriouslyAmazing

O Smithsonian Institute não é apenas o maior museu e centro de investigação dos Estados Unidos da América e do Mundo. E também uma enorme «fábrica do conhecimento» que produz textos e/com imagens sobre muitos factos da História da Humanidade, além de (tentar) antecipar cenários do futuro. Em Novembro de 2014 o terramoto de 1755 passou a ser outro dos acontecimentos abordados, recriados e ilustrados pelo SI, que então estreou, no seu canal de YouTube, uma espécie de «mini-documentário». Fica o agradecimento a Filipe de Fiúza, que nos informou da existência desta peça.

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Mais música do «Papa» Francisco

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Não se estreou na Ópera do Tejo (edifício), também conhecida como Teatro Real do Palácio da Ribeira, porque esta(e) ainda não estava construída(o) quando foi estreada em 1729… mas tratou-se, efectivamente, de uma ópera (composição musical) estreada… junto ao Tejo, no Palácio da Ribeira, o edifício que era a residência oficial dos reis de Portugal até ao terramoto de 1755: «O Triunfo do Amor» é mais uma obra, a segunda, do extraordinário criador e artista que foi Francisco António de Almeida a ser gravada e transposta para disco(s) pelos Músicos do Tejo depois de «La Spinalba», editada em 2012 pela Naxos, que editará igualmente este novo trabalho (tal foi anunciado em Janeiro último) no próximo mês de Outubro deste ano de 2015. Enfim, é mais música, música maravilhosa, do «Papa» Francisco, mandado por D. João V a Roma para estudar como aluno e que regressou como mestre, e que felizmente muitos mais poderão ouvir.

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Palácios de outrora

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Novembro de 2014 está a ser, na fundação para a cultura da Caixa Geral de Depósitos, um mês também dedicado à divulgação d’«A Arquitectura Palaciana Urbana de Lisboa».

José Sarmento de Matos, historidor de arte e olisipógrafo, é o protagonista de quatro sessões programadas para o pequeno auditório da Culturgest nos dias 4, 11 (já realizadas, mas cujas gravações já estão disponíveis), 18 e 25 de Novembro, sempre com início às 18.30 e com entrada gratuita. As duas primeiras tiveram como temas, respectivamente «A instalação da Corte e os primeiros palácios aristocráticos (séculos XVI/XVII)» e «A arquitectura aristocrática após a restauração, e as últimas duas terão como temas, respectivamente, «Os palácios do período Joanino – O barroco romano (primeira metade do século XVIII)» e «O palácio após o Terramoto (segunda metade do século XVIII)».

O objectivo da iniciativa é «dar uma panorâmica global dessa realidade que alterou por completo o perfil construído da cidade, com especial enfoque nos conjuntos mais marcantes, quer pela qualidade arquitectónica ou conhecimento efectivo do nome do autor; quer pelo papel no condicionamento da malha urbana; quer pela revelação de novidades estruturais e decorativas.»

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Jommelli, exposto, no S. Carlos

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Neste ano de 2014, e além dos de Pedro António Avondano, também se celebram os 300 anos do nascimento de Niccolò Jommelli, um dos vários italianos que influenciaram, que marcaram decisivamente a música no nosso país, a sua composição e a sua encenação, principalmente no século XVIII, mas também posteriormente. Assim, e para assinalar a efeméride, está patente até 10 de Outubro, no Teatro S. Carlos em Lisboa, a exposição «Della Gloria, e dell’Amor – Olhares sobre a Obra de Niccolò Jommelli (1714-1774) em Portugal». A mostra inclui vários documentos – partituras, libretos, cartas – pertencentes ao Arquivo Nacional Torre do Tombo, à Biblioteca do Palácio da Ajuda e à Biblioteca Nacional de Portugal. Compositor prolífico, tanto no profano (óperas) como no sacro (oratórios, requiens), Jommelli seria sem dúvida uma presença regular numa Ópera do Tejo que tivesse existido para além de 1755.

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«O Mundo da Lua», em Alcobaça

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Se a Ópera do Tejo não tivesse sido destruída aquando do Terramoto de 1755, muito provavelmente esta obra teria sido estreada no seu palco, e não no do Paço Real de Salvaterra de Magos, em 1765, perante D. José, a sua família e parte significativa da corte, ainda a recuperar do cataclismo ocorrido uma década antes: «Il Mondo della Luna», um «drama jocoso» com música de Pedro António Avondano – cujo tricentenário do nascimento se celebra neste ano de 2014 (nasceu em 1714, e a… 16 de Abril) – e libreto de Carlo Goldoni, é hoje tocado e cantado no Cine-Teatro de Alcobaça, no âmbito do Cister Música XXIII, festival realizado anualmente na cidade do famoso mosteiro, pel’Os Músicos do Tejo. Recorde-se que a esta famosa e prestigiada orquestra devemos também, entre outros projectos e actividades, a recriação e a gravação de «La Spinalba», de Francisco António de Almeida, contemporâneo de Avondano. Porém, aqueles que não conseguirem estar hoje em Alcobaça não devem preocupar-se: esta não é a primeira vez, nem será certamente a última, que os MdT levam os seus ouvintes e espectadores até a’«O Mundo da Lua».

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«Antígono», finalmente, em disco(s)!

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Neste sítio, em (Janeiro de) 2011, noticiou-se a estreia mundial moderna – a primeira apresentação desde 1755! – da ópera «Antígono». Foi no Centro Cultural de Belém pela orquestra de música barroca Divino Sospiro. Com música de António Mazzoni e libreto de Pietro Metastasio, «Antígono» foi a terceira – e última – ópera levada à cena no Teatro Real do Palácio da Ribeira… ou, como ficou mais conhecida para a posteridade e eternidade, a Ópera do Tejo…

… E agora, três anos depois, está finalmente disponível (neste momento só por importação) a gravação em disco… ou, melhor dizendo, (três) discos, pela editora Dynamic, que já havia lançado o anterior trabalho discográfico dos Divino Sospiro, «1700 – The Century of the Portuguese». Porém, o projecto só foi concretizado devido a uma campanha de crowdfunding (financiamento colaborativo) iniciada pelos DS. O triplo álbum contém, precisamente, a gravação do espectáculo de há três anos, sob direcção de Enrico Onofri e com as vozes de Ana Quintans, Geraldine McGreevy, Maria Montenegro, Martin Oro, Michael Spyres e Pamela Lucciarini, e que contou também com a colaboração, no guarda-roupa, de José António Tenente – colaboração essa em destaque na imagem da capa.

Uma já está, faltam duas: continuam por gravar e comercializar as outras duas óperas estreadas na Ópera do Tejo, «Alexandre na Índia» e «A Clemência de Tito», também com libretos de Pietro Metastasio e ambas com música de David Perez.

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«Ano Verney» (3): em Évora…

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Depois do primeiro em Lisboa e do segundo no Porto, ambos ainda em 2013, o terceiro grande acontecimento, e evento, do «Ano Verney», projecto cuja preparação eu iniciei em 2011, está marcado para os próximos dias 21 e 22 de Março. É o colóquio «No Tricentenário de Luís António Verney», e vai decorrer na escola que o autor de «Verdadeiro Método de Estudar» frequentou: a Universidade de Évora – mas não será, curiosamente, no (actual) Colégio Luís António Verney, ao contrário do que seria talvez de esperar, mas sim no Colégio do Espírito Santo.

Com organização do Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência e do Centro de Estudos em Letras, ambos da UdE, o encontro contará, entre outras, com as participações e comunicações de António Braz Teixeira, António Cândido Franco, Fátima Nunes, João Príncipe, Maria do Céu Fonseca, Miguel Monteiro e Norberto Cunha. Os resumos daquelas serão adicionados aos das feitas na Biblioteca Nacional e na Faculdade de Letras da Universidade do Porto para uma divulgação posterior cujos detalhes serão, assim o prevemos, divulgados oportunamente.

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