Ópera do Tejo

Exposição «A Encomenda Prodigiosa» no Museu Nacional de Arte Antiga sobre a Basílica Patriarcal

D.Joao-V-Batalha-Matapão-NEA partir de 18 de Maio e até 29 de Setembro de 2o13, vai decorrer a exposição «A Encomenda Prodigiosa» no Museu Nacional de Arte Antiga, alusiva à construção da Basílica Patriarcal por parte de D. João V, e que foi destruída no terramoto de 1755 (salvando-se apenas o pórtico, hoje fazendo parte da Igreja de S. Domingos).

Fazendo parte da exposição, sob convite do MNAA, vai estar um vídeo alusivo ao trabalho desenvolvido pelo CHAIA, com colaboração técnica da Beta Technologies, mostrando a reconstrução virtual da Patriarcal, assim como da envolvente, permitindo assim aos visitantes do museu compreenderem melhor o enquadramento da Basílica Patriarcal na Lisboa barroca de antes de 1755.

O modelo da reconstrução virtual, já actualizado com alguns pormenores (como a fachada da Patriarcal), pode igualmente ser visitado online através do Kitely (instruções em português).

Sobre a Ópera do Tejo, na Glosas

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Na edição de Maio de 2013 (Nº 8) da revista Glosas, apresentada ontem em Lisboa no Conservatório Nacional durante uma cerimónia que incluiu um concerto, está o meu artigo «Estrela cadente – Recordando e recriando a Ópera do Tejo».

Um excerto: «Recordar e recriar a Ópera do Tejo não passa apenas pela sua reconstrução virtual, digital; também pode e deve fazer-se pela evocação musical, por tocar, gravar e divulgar as obras dos artistas contemporâneos daquela. Carlos Seixas e João Rodrigues Esteves morreram antes de ela ser construída, mas David Perez (de certeza), Pedro António Avondano, Francisco António de Almeida e António Teixeira (quase de certeza) conheceram-na e frequentaram-na. Já não tiveram esse privilégio, e entre outros, João de Sousa Carvalho, António Leal Moreira, Marcos Portugal e João Domingos Bomtempo – e isto só para referir os que nasceram no século XVIII. No entanto, todos merecem ser resgatados ao esquecimento em que (uns mais, outros menos) caíram e em que continuam; já é mais do que tempo que mais portugueses – e estrangeiros – saibam que houve compositores portugueses que atingiram a excelência – e, em alguns casos, a fama (raramente o proveito) – nas suas épocas. Em Portugal existe um passado musical magnífico que deve ser divulgado, aquém e além-fronteiras, e de que nos devemos orgulhar. E é uma valiosa herança que pode servir de caução a um presente musical que se pretende cada vez mais desenvolvido e relevante.»

A Glosas é uma das várias iniciativas desenvolvidas pelo Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa. Uma e outro têm direcção de Edward d’Abreu, a quem devo, e agradeço, o convite para escrever sobre um projecto que eu iniciei e que outras pessoas fizeram, e têm feito, por concretizar.

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Já se pode visitar a Ópera do Tejo virtual

Para comemorar os 257 anos do terramoto de Lisboa, que se deu justamente a 1 de Janeiro de 1755, o projecto City & Spectacle: A Vision of Pre-Earthquake Lisbon, promovido pelo CHAIA/U. Évora e implementado tecnicamente pela empresa Beta Technologies, que inclui justamente a remodelação da Ópera do Tejo, vai finalmente estar disponível.

A novidade, para além de algum extenso trabalho de alterações, feitos de acordo com novos documentos históricos que entretanto foram descobertos, assim como investigação apresentada recentemente em conferências da especialidade, teses, e semelhantes apresentações científicas, é a disponibilização dos modelos em mundo virtual ao público em geral. Até agora, por questões de constrangimentos orçamentais, não foi possível de fazê-lo.

Para o efeito foi feita uma cópia do actual modelo que está a ser alojado pela empresa israelita Kitely, que usa tecnologia compatível com a aplicação de visionamento do Second Life® cujos custos de utilização são extremamente baixos, permitindo assim que qualquer pessoa crie um avatar e possa «passear» imerso no ambiente tridimensional de uma Lisboa barroca do século XVIII que já não existe.

A visita pode ser iniciada através do seguinte link: http://bit.ly/lisbon1755 que também tem instruções precisas para a instalação e configuração da aplicação de visionamento. Também existem instruções em português.

Pequenas alterações ao modelo 3D da Ópera do Tejo

© 2012 por Beta Technologies

A equipa da Beta Technologies que tem estado a trabalhar nos modelos da reconstrução virtual da Ópera do Tejo para os investigadores do projecto City & Spectacle fez recentemente umas pequenas alterações visuais, com vista à sua apresentação em conferências académicas.

 

Uma «aula aberta»…

… Sobre a Ópera do Tejo, amanhã, 24 de Abril de 2012, às 18 horas, pelo arquitecto Pedro Januário, elemento do projecto Lisboa Pré-Terramoto 1755, no Centro Comercial Espaço Chiado (Rua da Misericórdia, 14, Lisboa), no âmbito da iniciativa Scena Lisboa 2012.

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CCB apresenta ópera «Antígono» a 21/22 Janeiro 2011

Citando do site do CCB:

ÓPERA EM TRÊS ACTOS DE ANTONIO MAZZONI COM LIBRETO DE PIETRO METASTASIO (1755)

O hiato temporal a que a natureza condenou Antígono foi imerecido castigo. Não é, contudo, a arqueologia que nos move. No século XXI, o nosso barroco só poderá ser um barroco digital.
- Carlos Pimenta
A malograda Casa da Ópera do Paço da Ribeira, inaugurada em Março de 1755, foi provavelmente a única que assistiu à interpretação da ópera Antígono, em cena aquando da destruição daquele espaço com o terramoto de 1 de Novembro. O libreto, da autoria de Pietro Metastasio e um dos preferidos pelos compositores da época, conta os “estranhos desastres” que sucedem a Antígono, rei da Macedónia, desde que se junta a Berenice, princesa do Egipto. A partitura de Mazzoni, que regressa agora à vida com o Divino Sospiro, sofreu um trabalho de edição crítica da responsabilidade de Nicholas McNair.

Libreto de «Alessandro nell’Indie»

A ópera «Allesandro nell’Indie», cujo excerto do concerto dado pela Orquestra Metropolitana de Lisboa em 2005 e gravado pela Antena 2, que gentilmente cedeu autorização para sua inclusão neste projecto de recriação virtual da Ópera do Tejo inserido na Lisboa barroca antes da sua destruição pelo terramoto em 1755, foi composta por David Perez com libreto de Pietro Metastásio e apresentada na Primavera de 1755.

Existe um facsimile do libreto original em: http://www.archive.org/stream/alessandronellin00meta#page/n7/mode/2up

Graças ao notável e exemplar trabalho de tradução Drª Salomé Pais Matos, a quem agradecemos imenso a sua disponibilidade, apresentamos aqui um resumo da acção do mesmo, em português: Allessandro nell’Indie – resumo da acção