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	<title>Ópera do Tejo</title>
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	<description>Após o terramoto, a reconstrução</description>
	<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 23:08:55 +0000</pubDate>
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		<title>Terreiro do Paço antes de 1755 recriado virtualmente</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 22:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Sequeira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Reconstrução Virtual]]></category>

		<category><![CDATA[1755]]></category>

		<category><![CDATA[real ópera do tejo]]></category>

		<category><![CDATA[terreiro do paço]]></category>

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		<description><![CDATA[
Num novo projecto coordenado pelas Profs. Alexandra Gago da Câmara e Helena Murteira do CHAIA/Univ. Évora, com coordenação e apoio de Octávio dos Santos, e desenvolvido pela Beta Technologies, a Real Ópera do Tejo ganhou nova vida e uma envolvente: agora, para além de uma remodelação das fachadas, foi reconstruída a maior parte da área [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://gallery.betatechnologies.info/main.php?g2_itemId=2637" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19 aligncenter" title="Nova fachada da Real Ópera do Tejo" src="http://operadotejo.org/wp-content/uploads/2008/12/imagem-opera.jpg" alt="" width="358" height="210" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Num novo projecto coordenado pelas Profs. Alexandra Gago da Câmara e Helena Murteira do <a title="CHAIA" href="http://www.cha.uevora.pt/" target="_blank">CHAIA</a>/Univ. Évora, com coordenação e apoio de <a href="http://octanas.blogspot.com/2008/12/outros-beta-technologies.html" target="_blank">Octávio dos Santos</a>, e desenvolvido pela <a href="http://betatechnologies.info/" target="_blank">Beta Technologies</a>, a Real Ópera do Tejo ganhou nova vida e uma envolvente: agora, para além de uma remodelação das fachadas, foi reconstruída a maior parte da área do Palácio Real, incluindo o palácio manuelino e filipino, a Torre de Terzi, assim como os jardins com a Torre do Relógio, a Rua da Capela, e as quadras (pracetas) no interior do palácio manuelino (ficando para a fase seguinte a reconstrução da Patriarcal).</p>
<p>No seguimento deste trabalho de reconstrução em modelação 3D (conhecido por &#8220;arqueologia virtual&#8221;), o modelo desenvolvido em 2006 para a Real Ópera do Tejo sofreu algumas alterações a nível das fachadas e das entradas. Tratou-se de um trabalho de investigação elaborado a partir de diversas plantas da época e novas gravuras, que mostram que a proposta anterior não estaria inteiramente correcta — pois não permitiria a passagem de carruagens na Rua da Capela, a norte da Real Ópera. É assim que se espera que este projecto continue a levar aperfeiçoamentos e melhorias, à medida que são tomados em consideração novos elementos históricos — os trabalhos na Real Ópera &#8220;virtual&#8221; têm continuidade no tempo e não são &#8220;estáticos&#8221;. </p>
<p>Deu-se assim uma nova vida a uma Lisboa barroca, desconhecida, de um tempo que não é o nosso e do qual só podemos guardar a memória.</p>
<p>Podem ser vistas mais imagens <a href="http://gallery.betatechnologies.info/main.php?g2_itemId=2637" target="_blank">neste álbum de fotos</a> e em breve será publicado o trabalho apresentado em workshop no <a href="http://www.vast2008.org/" target="_blank">VAST2008</a> em que a zona ocidental do Terreiro do Paço foi mostrada.</p>
<p>Embora a tecnologia utilizada continue a ser o Second Life, o trabalho desenvolvido, nesta fase, ainda se encontra numa área de acesso restrito. No entanto, serão sempre possíveis visitas excepcionais, a combinar (contactar a Beta Technologies para o efeito).</p>
<p>Com tempo, e com a expectativa de financiamento adequado, o objectivo final será o da reconstrução de toda a Lisboa pré-pombalina nas vésperas do Terramoto de 1755. Trata-se de um projecto decerto ambicioso e que não prevê apenas a mera &#8220;reconstrução&#8221;, mas sim a criação de um <em>espaço interactivo e imersivo</em> onde os visitantes, no Second Life, possam assistir a espectáculos de música barroca, efectuar visitas guiadas por especialistas da época, assistir a congressos <em>online</em>, e, quiçá, efectuar formação remota neste período tão fascinante, totalmente rodeados de uma Cidade Perdida que não é a Lisboa que conhecemos de hoje.</p>
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		<title>Ópera do Tejo de novo no Second Life</title>
		<link>http://operadotejo.org/2007/03/19/opera-de-lisboa-de-novo-no-second-life/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2007 13:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Sequeira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Reconstrução Virtual]]></category>

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		<description><![CDATA[Graças a um apoio da American Library Association, que patrocinou o espaço necessário para manter visitável a reconstrução virtual da Ópera do Tejo no Second Life, esta voltou a re-abrir ao público, podendo ser livremente visitada por qualquer pessoa que tenha um acesso ao Second Life (o registo é gratuito e pode ser feito aqui).Uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://operadotejo.org/wp-content/uploads/2007/03/opera-real-lisboa-exterior.jpg" title="opera-real-lisboa-exterior.jpg"><img src="http://operadotejo.org/wp-content/uploads/2007/03/opera-real-lisboa-exterior.thumbnail.jpg" title="Exterior da Ópera do Tejo" alt="Exterior da Ópera do Tejo" align="left" /></a>Graças a um apoio da <a href="http://www.ala.org/" target="_blank">American Library Association</a>, que patrocinou o espaço necessário para manter visitável a reconstrução virtual da Ópera do Tejo no Second Life, esta voltou a re-abrir ao público, podendo ser livremente visitada por qualquer pessoa que tenha um acesso ao Second Life (o registo é gratuito e pode ser feito <a href="https://secondlife.com/join" title="Registo no Second Life" target="_blank">aqui</a>).Uma vez instalado o Second Life, basta <a href="http://slurl.com/secondlife/ALA%20Arts%20InfoIsland/235/14/28" title="Ópera do Tejo no Second Life" target="_blank">clicar neste link</a> para visitar a Ópera.
<p>Houve algumas melhorias que foram introduzidas nesta &#8220;terceira reconstrução&#8221;, nomeadamente, um trabalho de retexturização mais realista e detalhado, de forma a dar ao edifício um aspecto ainda melhor.</p>
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		<title>Resumos de artigos académicos sobre a Ópera do Tejo</title>
		<link>http://operadotejo.org/2007/01/16/resumos-de-artigos-academicos-sobre-a-opera-do-tejo/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jan 2007 20:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Sequeira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Homepage]]></category>

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		<description><![CDATA[Disponíveis nesta página da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Disponíveis <a target="_blank" href="http://www.fl.ul.pt/centros_invst/comparat/anteriores/act14_resumos.htm">nesta página</a> da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Filme de Animação da Ópera do Tejo</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jan 2007 13:53:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Sequeira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Reconstrução Virtual]]></category>

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		<description><![CDATA[Realizado para a comunicação «A Nostalgia de um Património Desaparecido: Uma Obra Emblemática de Encomenda Régia na Lisboa do XVIII - A Real Ópera do Tejo» no colóquio internacional «O Grande Terramoto de Lisboa: Ficar Diferente», organizado pelo Centro de Estudos Comparatistas em colaboração com a FLUL e a Fundação Cidade de Lisboa, e apresentada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Realizado para a comunicação «A Nostalgia de um Património Desaparecido: Uma Obra Emblemática de Encomenda Régia na Lisboa do XVIII - A Real Ópera do Tejo» no <a href="http://www.fl.ul.pt/centros_invst/comparat/actividades_comparat.htm">colóquio</a> internacional «O Grande Terramoto de Lisboa: Ficar Diferente», organizado pelo Centro de Estudos Comparatistas em colaboração com a FLUL e a Fundação Cidade de Lisboa, e apresentada a 3 de Novembro de 1755.</p>
<a href="http://operadotejo.org/2007/01/15/filme-de-animacao-da-opera-do-tejo/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a>
<p>Limitações de tempo e de tecnologia disponível não permitiram uma qualidade melhor desta animação, embora esteja em projecto uma realização de qualidade superior.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Plantas e Alçados da Ópera do Tejo</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jan 2007 11:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Sequeira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Reconstrução Virtual]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro passo na reconstrução virtual passa pelo levantamento do existente — no nosso caso, infelizmente muito pouco, apenas algumas gravuras, uma planta e um alçado:
 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro passo na reconstrução virtual passa pelo levantamento do existente — no nosso caso, infelizmente muito pouco, apenas algumas gravuras, uma planta e um alçado:</p>
<p><a title="opera_corte.jpg" class="imagelink" href="http://operadotejo.org/wp-content/uploads/2007/01/opera_corte.jpg"><img alt="opera_corte.jpg" id="image11" src="http://operadotejo.org/wp-content/uploads/2007/01/opera_corte.thumbnail.jpg" /></a> <a title="opera_cave_escala.jpg" class="imagelink" href="http://operadotejo.org/wp-content/uploads/2007/01/opera_cave_escala.jpg"><img alt="opera_cave_escala.jpg" id="image12" src="http://operadotejo.org/wp-content/uploads/2007/01/opera_cave_escala.thumbnail.jpg" /></a></p>
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		<title>A Ópera Real de Lisboa</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jan 2007 21:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Sequeira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Encomendado à família Bibiena – prestigiados arquitectos cénicos italianos - a curta existência do espaço não impressionou a memória urbana, nem deixou documentação vasta.
De certa forma, esta é a proposta fantástica de um edifício real tornado mítico – uma montagem de elementos reais da época que poderiam ter coexistido num espaço com características únicas na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encomendado à família Bibiena – prestigiados arquitectos cénicos italianos - a curta existência do espaço não impressionou a memória urbana, nem deixou documentação vasta.</p>
<p>De certa forma, esta é a proposta fantástica de um edifício real tornado mítico – uma montagem de elementos reais da época que poderiam ter coexistido num espaço com características únicas na Lisboa do Séc. XVIII.</p>
<p><a target="_blank" title="PDF" href="http://operadotejo.org/wp-content/uploads/2007/01/Opera-Real-de-Lisboa.pdf">Link para PDF sobre a reconstrução virtual da Ópera do Tejo efectuada pela ARCI em 2005</a>.</p>
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		<title>Reconstrução musical</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jan 2007 21:25:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Sequeira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[A reconstrução da Ópera do Tejo não passa apenas pela sua arquitectura — mas igualmente pela sua música. Felizmente para nós, esta resistiu aos tempos, e recentemente a Orquestra Metropolitana de Lisboa conseguiu gravar um excerto de uma das duas peças que foram apresentadas na Ópera do Tejo durante a sua breve existência.
Por cortesia do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A reconstrução da Ópera do Tejo não passa apenas pela sua arquitectura — mas igualmente pela sua <span style="font-style: italic">música</span>. Felizmente para nós, esta resistiu aos tempos, e recentemente a Orquestra Metropolitana de Lisboa conseguiu gravar um excerto de uma das duas peças que foram apresentadas na Ópera do Tejo durante a sua breve existência.</p>
<p>Por cortesia do André Cunha Leal da Antena 2, reproduzimos aqui um <a href="http://operadotejo.org/wp-content/uploads/2007/01/01%20Allesandro%20Nell%27Indie.mp3" target="_blank">excerto</a>.</p>
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		</item>
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		<title>Arqueologia virtual</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jan 2007 21:25:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Sequeira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Reconstrução Virtual]]></category>

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		<description><![CDATA[O que fazer quando determinada obra arquitectónica se encontra irremediavelmente perdida para todo o sempre, embora sobrevivam descrições (e mesmo gravuras ou imagens) do edificado?
Uma área que alia a pesquisa histórica, a arqueologia, e a tecnologia informática dá pelo nome de arqueologia virtual. Com este tipo de tecnologia, é possível reconstruir um edifício perdido e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que fazer quando determinada obra arquitectónica se encontra irremediavelmente perdida para todo o sempre, embora sobrevivam descrições (e mesmo gravuras ou imagens) do edificado?</p>
<p>Uma área que alia a pesquisa histórica, a arqueologia, e a tecnologia informática dá pelo nome de <em>arqueologia virtual</em>. Com este tipo de tecnologia, é possível reconstruir um edifício perdido e torná-lo «habitável» de novo graças às maravilhas das <em>realidades virtuais</em> (ou <em>mundos sintéticos</em>, que é a designação actualmente mais correcta).</p>
<p>Para dar de novo vida ao espaço da Ópera do Tejo, recorreu-se à plataforma <a target="_blank" href="http://secondlife.com/">Second Life</a>, que permite este tipo de reconstrução virtual num «mundo sintético» com mais de dois milhões e meio de utilizadores (cerca de 20 mil dos quais portugueses, e provavelmente cem mil pessoas que falam português).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>De 1755 a 2007&#8230;</title>
		<link>http://operadotejo.org/2007/01/13/hello-world/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Jan 2007 11:43:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Sequeira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Homepage]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; abrem-se aqui estas páginas&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="dirk-stoop.jpg" class="imagelink" href="http://operadotejo.org/wp-content/uploads/2007/01/dirk-stoop.jpg"><img align="left" alt="dirk-stoop.jpg" id="image3" title="dirk-stoop.jpg" src="http://operadotejo.org/wp-content/uploads/2007/01/dirk-stoop.thumbnail.jpg" /></a>&#8230; abrem-se aqui estas páginas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Object(iv)o: Ópera do Tejo revisitada</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2005 10:05:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ods</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Homepage]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2004, e certamente sob a influência da experiência que adquirira enquanto jornalista especializado em factos e figuras ligadas às tecnologias de informação e comunicação, estabeleci os primeiros contactos com vista à constituição de um grupo de trabalho, de uma equipa multidisciplinar, que, utilizando, se possível, os mais avançados sistemas e ferramentas de computação gráfica, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2004, e certamente sob a influência da experiência que adquirira enquanto jornalista especializado em factos e figuras ligadas às tecnologias de informação e comunicação, estabeleci os primeiros contactos com vista à constituição de um grupo de trabalho, de uma equipa multidisciplinar, que, utilizando, se possível, os mais avançados sistemas e ferramentas de computação gráfica, procedesse, mais do que à reconstituição virtual (modelação e animação de exteriores e interiores), quase a uma autêntica «ressurreição» de um edifício desaparecido a 1 de Novembro de 1755 e que fora inaugurado&#8230; a 2 de Abril desse mesmo ano! Qual? O Teatro Real do Paço da Ribeira&#8230; que ficaria conhecido por Ópera do Tejo por, claro, ficar situado junto ao rio, no espaço entre os actuais Praça do Comércio e Cais do Sodré, mais ou menos onde está hoje o Arsenal da Marinha.</p>
<p>A que então era considerada a maior e a melhor «casa da música» da Europa foi erigida por iniciativa do Rei D. José. O monarca continuava assim a tradição, iniciada pelo seu pai e antecessor, D. João V, e prosseguida pela sua filha e sucessora, D. Maria I, de alto patrocínio, por parte da Casa Real portuguesa, à arte da música. Em consequência dessa autêntica política de «mecenato cultural», muitos músicos estrangeiros, em especial italianos, foram convidados a vir e mesmo a residir no nosso país, para tocarem, ensinarem e comporem. Como seria de prever, depressa se sentiu a necessidade de construir um edifício que não só corporizasse, desse forma concreta, a esta atitude, a esta estratégia para com a arte em geral e para com a música em particular, mas que também simbolizasse a benevolência, o bom gosto e a magnificência dos soberanos. Curiosamente, foi também a um italiano que se encomendou, em 1752, o projecto do teatro: Giovanni Carlo Bibiena, filho de outro famoso arquitecto, Francisco Bibiena. A construção terá sido dirigida por João Frederico Ludovice, que já trabalhara no Convento de Mafra. Todos os documentos existentes sobre o edifício – textos descritivos, testemunhos de nacionais e de estrangeiros, plantas (projectos) e desenhos tanto de antes como de depois (do terramoto) – coincidem no salientar da sua imponência e sumptuosidade, no realçar da sua superioridade tanto estética como técnica em comparação com tudo o que se havia feito no género até aí. A estreia decorreu ao som da ópera de David Perez «Alessandro nell’Indie», cuja encenação requeria, a dado momento, a presença simultânea de 25 cavalos no palco! Mas não era só este o único sector do teatro com dimensões desmesuradas: a plateia teria seiscentos lugares e haveria três ou quatro ordens de camarotes, cada uma delas com oito; existiria uma extensa área de apoio sob o palco, com camarins, oficinas e escadas para a entrada e saída dos artistas e para o acesso aos outros pisos e zonas. A Ópera do Tejo seguia o modelo de uma edificação dita de «três volumes» - palco, plateia e átrio – e todos os que nela entravam podiam admirar as «esplêndidas decorações» em que sobressaíam as cores branca e dourada. O Teatro de S. Carlos, aberto em 1793, viria a revelar-se, face ao seu ilustre antecessor, um edifício menor&#8230; em tamanho e em luxo.</p>
<p>Porquê um projecto como este? O seu interesse e, logo, a sua justificação, podem ser encontrados na própria história deste teatro e no período durante o qual ele, por «poucos instantes», existiu. Trata-se, no fundo, de resgatar ao esquecimento quase geral – quantos de nós sabiam que este edifício tinha existido? – (mais) uma prova irrefutável de que no passado os portugueses também alcançaram elevados patamares de excelência artística (artes como as entendemos hoje e «artes» enquanto ofícios), em que se colocaram ao nível, e mesmo acima, do que se fazia na Europa e no Mundo. Enfim, está em causa (re)colocar a Ópera do Tejo entre o inventário do património arquitectónico histórico português: não devem ser só as construções que permanecem (mais ou menos) inteiras e aquelas das quais subsistem apenas vestígios arqueológicos, físicos, «palpáveis», que merecem um lugar na «memória oficial».</p>
<p>A primeira pessoa que contactei, e que convidei, para a tarefa de «reconstruir» a Ópera do Tejo foi Maria Alexandra Gago da Câmara, docente e investigadora com trabalhos publicados sobre os teatros do século XVIII. E da entidade escolhida para «parceira tecnológica», a Associação Recreativa para a Computação e Informática, vieram os restantes elementos da equipa: Silvana Moreira e Luís Sequeira. A <a href="http://www.arci.pt/">ARCI</a> desenvolve a sua actividade com base – preferencial – na plataforma <a href="http://secondlife.com/">Second Life</a>, mais uma iniciativa de vanguarda tecnológica - e filosófica? - de origem norte-americana.</p>
<p><em>Hoje, 1 de Novembro de 2005, passam 250 anos sobre a destruição, pelo Terramoto de Lisboa, do Teatro Real do Paço da Ribeira, ou Ópera do Tejo.</em></p>
<p>(in <a target="_blank" href="http://octanas.blogspot.com/2005/11/objectivo-pera-do-tejo-revisitada.html">Octanas</a>)</p>
]]></content:encoded>
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